Encerrando Ciclos
Outubro 15th, 2011 § Deixe um Comentário
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora…
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.
(Fernando Pessoa)
your eyes on old pictures
Dezembro 4th, 2010 § 1 Comentário
As coisas vão acontecendo e, de repente, elas são o contrário do que já foram. Quando vc se foca nas coisas ruins, é fácil, quando lembra das boas dá um aperto terrível. Qual foi a gota d’água? Eu mudei a metade de mim que era compatível com você e você mudou a sua?
(Amora, 2010)
Volver a los 17.
Maio 17th, 2010 § Deixe um Comentário
don’t look back in anger
Fevereiro 9th, 2010 § Deixe um Comentário
Silence, like a whisper
Fevereiro 8th, 2010 § Deixe um Comentário
Ontem a noite eu fui embora. Fui sem ao menos pegar minhas coisas, uma escova de dentes ou um casaco pros dias frios. Fui com o que tinha na bolsa, algumas balas e o dinheiro suficiente somente pra pegar um ônibus.
De algum ponto fora de mim, me vi caminhando e indo embora, descendo aquela rua (ou seria subindo, não sei ao certo, não vejo as direções a serem seguidas), sem muita coisa nos braços ou no coração, abraçando a mim mesma como se juntasse os pedaços que se desmontavam do meu ser.
Não sei pra onde eu ia, mas eu ia em silêncio, e tudo era silêncio e essa era a razão daquele sorriso no canto dos meus lábios: eu ia embora, e nunca mais ouviria. E isso é uma simples tradução de felicidade.
Por Virginia Woolf
Janeiro 25th, 2010 § Deixe um Comentário

Por quê as mulheres são… tão mais interessantes aos homens do que os homens são às mulheres?
depois dessa proposição errônea °
Novembro 27th, 2009 § Deixe um Comentário
“Seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos – emoções.”
(C.F.A.)


